Inominado
Quanto
mais tempo você passa chorando por algo, remoendo, ou até mesmo protelando,
mais longe você fica da resolução. E dizer isso, é pragmático – é saber que
existe a hora de seguir em frente. Porque chega um momento na vida em que tudo
que temos diante de nós é a opção de continuar andando. Isso
porque você não pode parar – ou ao menos não deve. A vida, o mundo e as pessoas
ao redor não param pra que você levante. Ao menos não deve, porque algumas
pessoas param e submergem nos mares da dor. Não que elas tenham cruzado os
braços, é só que naquele cruzamento da vida, a impotência se fez presente. Saber
que continuar andando porque não há nada mais a fazer é desesperador, muitas
vezes nem sequer existe a vontade de seguir e à vontade com a situação de
desistir a gente vai ficando – é disso que devemos nos afastar. Não é a dor.
Mas de onde ela pode nos levar. Mas a
afirmação de que a dor uma hora passa, é falsa. Ela fica com você, porém uma
hora você se acomoda, encontra o espaço onde por a dor, e aprende a lidar com
sua presença: seja a perda de um ente querido, o fim de um relacionamento, a
não aprovação tão sonhada... (insira aqui sua dor). Algumas dores são maiores que outras, mais
densas e nos jogam em abismos mais fundos que outros. A perda de alguém que
você ama, pode te levar a um abismo, seja alguém indo embora da vida ou alguém indo embora
da sua vida. E ao fim de um relacionamento, nós nem sempre estamos diante
de apenas uma opção, mas se chegou ao fim pra um dos envolvidos, não é algo
sobre o qual se pode argumentar, a menos que surja um novo começo: é hora de
seguir. O que te fez feliz ontem, pode não ser o que fará amanhã, ou o que faz
hoje, pode não fazer em anos, mas a dor de hoje, doerá sempre. A dor pode
diminuir, ou encontrar espaço na aceitação/acomodação. E se tem algo que
aprendi da dor, é que com a dor nós conseguimos lidar, o ponto alto da tristeza é a
saudade, os pensamentos, os ‘e se’. “E se”, é o que deveria te mover quando
nada mais move. E se, chegar o momento em que só a dor se faça presente, você
pode se perguntar: e se eu seguisse em frente, e descobrisse que ainda há
felicidade pra mim?
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